A Reforma Trabalhista e as Negociações

O Brasil dá um salto gigantesco com a aprovação da Reforma Trabalhista. Não se trata de retirar direitos dos trabalhadores ou privilegiar a classe empresarial. O debate sério vai muito mais além.

Dizer que a CLT garantia os direitos dos trabalhadores é no mínimo uma demonstração de desconhecimento da antiga e ultrapassada lei trabalhista.

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São atualizações necessárias para estimular o investimento e a chegada de novos investimentos estrangeiros.

Sem investimento não há crescimento possível e sem o aporte de novos capitais na economia não há geração de novos empregos.

A essência das discussões deve pressupor honestidade de princípios. O fim do imposto sindical impõe as entidades sindicais um duro golpe que agora terão que exercitar a habilidade do convencimento para conquistar um dia de trabalho por ano do trabalhador. Essa a maior perda do segmento classista sindical. A perda de receita.

Aos trabalhadores caberá uma postura madura de gerar mais produtividade e lutar por melhores condições de trabalho, com remuneração compatível com a produtividade e uma série de novas possibilidades de negociação coletiva que retira um enorme poder de barganha que estava na posse da justiça trabalhista.

Aos empresários, assim espero, e o mercado vai nesse sentido, cabe materializar ações concretas para gerar novos investimentos, empregos e oportunidades de pactos justos entre patrões e empregados num novo cenário.

A todos os atores, empresários, trabalhadores, classe política e em última instância a justiça trabalhista, e por que não dizer a própria sociedade brasileira, cabe aprender a negociar com transparência e honestidade e exercitar a liderança e a comunicação negocial de forma madura de forma a preservar em primeiro plano os interesses do Brasil.

Em síntese será um belo exercício de democracia, diálogo e comunicação, visando o bem comum.

Prof. Jorge Telles
Diretor do IOE